sexta-feira, 7 de março de 2008

Etérea presença

A vida deste jeito me assusta
Dá um medo que é quase repulsa
A gente se acostuma a viver metade
E quando está completa, se arde,
Dói-se inteira, explode
Como se não coubesse dentro de si
Mas sinto paz, tranqüilidade, serenão...
Sinto o coração palpitando
As veias dilatadas
A mente em atraso
Mas só quero seus olhos
E as estrelas que deles caem
Quero granadas de amor
Rendo-me a essa dor de ter,
De te querer dentro
E de te fazer parte
Quero o sol do teu peito,
O seu sorriso enorme,
O seu pensar direito
Certezas são laços de engano.
Assim, nenhuma me faz
Nem a cabeça nem o coração
Mas estou entregue
Completamente
De corpo e alma
Sem posse, nem pretensão
Apenas calma de espera
Que sinto eterna carente de sua presença etérea
De sonho, de pulso, de amor
Pra sempre, enquanto for,
Tome a minha dor de amor
Único pedido.
Saiba dela, a aceite
O que pode acontecer?
Se não me mente?
Se continua existindo
Para meu contemplamento
Para "ilustrar" meu pensamento
Da realidade mais doce, mais quente
De que pode viver um ser?
Realidade de amor, de pele, de crença...
Sou toda paciência só pra ter seu coração
Sua, apenas. Apenas sua.
Menino dragão.



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