Não quero falar sobre mil temas, quantos temas há pra se falar
As coisas que em mim navegam são sempre as mesmas, enfim sou o mesmo mar
Com estas letras desenho versos, sob efeitos inversos de sombra e de luz
A exemplo de montes e horizontes repetidos em telas sem número
Sob prismas diferentes e influências similares, tão párias
Vou desenhando meus lemas e as cenas da estrada têm idêntico fundo
Que me importam novidades, variedades, palavras afastadas do meu habitat
Se carrego, eu e a humanidade, os mesmos dilemas e os mesmos pensamentos
Sentimentos, destroços, tormentos e sustento desde os primórdios
Quero o simples fim, enfim, flor, amor
Quero as notas óbvias repletas de suave cor
Quero canções, doces canções, doces sons
Posso até falar de Marte, astronauta, disco voador
Então cogitar a morte, a saudade, o coração
Por mais longa a viagem na viagem da imaginação
Não me importam os diálogos com Sócrates, Sartre, Platão
Se não houver neles o choque entre a alma e a razão
E enunciado mole e suave como em Vinícius e Tom.
Lári Germano
sábado, 11 de maio de 2013
Um pensamento
Um pensamento voando ao vento sem direção
sem temor, nem tormento, sem tempo, nem chão
um amor, um alento pro peito ardendo em dor
um momento ao meio, recheio de sonho
voa ao ar
voa o mar
voa as primaveras
libertà!
no caminho entre a mente, o sempre e o amanhã
o semblante, a semente, o horizonte em sombra
e os elos de gente, de coisa e de sentimento
que navegam por entre segredos que vão
voam mais
voam quais
voam as quimeras
liberdade.
Lári Germano
sem temor, nem tormento, sem tempo, nem chão
um amor, um alento pro peito ardendo em dor
um momento ao meio, recheio de sonho
voa ao ar
voa o mar
voa as primaveras
libertà!
no caminho entre a mente, o sempre e o amanhã
o semblante, a semente, o horizonte em sombra
e os elos de gente, de coisa e de sentimento
que navegam por entre segredos que vão
voam mais
voam quais
voam as quimeras
liberdade.
Lári Germano
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Gaiola acortinada
Vou ficar aqui sem fazer nada um pouco, só um pouco
Só o tempo de me refazer dos dias, do peso de tudo
As coisas leves alimentam mais: a natureza, as lembranças
Os versos, o silêncio, uma história, uma canção, um beijo
Deitada na areia vendo o sol se pôr, eu queria as tardes
Com o canto do galo e o mamoeiro na janela, as manhãs
Nas noites, lua, estrelas, seresta, corujas, firmamento
O que importa de verdade é simples, mas como é difícil
Manter simples, ficar rente à natureza, ouvir os passarinhos
Sentir o cheiro das flores no caminho, olhar nos olhos o vizinho
Ver as cores... As cores entram pela vista e nutrem a alma cinza
Os passos automatizados, que seguem na rotina, sem atalho
Verde, azul, amarelo, rosa, um beija-flor, o som de um sabiá
Na madrugada. Naquela casa há uma gaiola com cortina
Como é triste a prisão do passarinho que não vê o céu!
Se ele canta, é um lamento de tristeza, uma saudade
Uma súplica pelo azul da liberdade, pelo verde da esperança
E os nuances e contrastes do que se perde neste corre-corre.
Lári Germano
Só o tempo de me refazer dos dias, do peso de tudo
As coisas leves alimentam mais: a natureza, as lembranças
Os versos, o silêncio, uma história, uma canção, um beijo
Deitada na areia vendo o sol se pôr, eu queria as tardes
Com o canto do galo e o mamoeiro na janela, as manhãs
Nas noites, lua, estrelas, seresta, corujas, firmamento
O que importa de verdade é simples, mas como é difícil
Manter simples, ficar rente à natureza, ouvir os passarinhos
Sentir o cheiro das flores no caminho, olhar nos olhos o vizinho
Ver as cores... As cores entram pela vista e nutrem a alma cinza
Os passos automatizados, que seguem na rotina, sem atalho
Verde, azul, amarelo, rosa, um beija-flor, o som de um sabiá
Na madrugada. Naquela casa há uma gaiola com cortina
Como é triste a prisão do passarinho que não vê o céu!
Se ele canta, é um lamento de tristeza, uma saudade
Uma súplica pelo azul da liberdade, pelo verde da esperança
E os nuances e contrastes do que se perde neste corre-corre.
Lári Germano
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Mãezinha
Vim cantar pra você, mãezinha
Pra recordar nossos melhores dias
Te embalar em minha melodia
Como você fazia comigo
Mãezinha, com pedaços da sua alegria
E do acalanto da sua voz
Que me ninava macio
Que me ensinava a vida
Que pr'aqui me trazia
Faço esta canção
Com retalhos da magia contida
Nos seus beijos, carinhos, abraços
E do toque suave de suas mãos
Que sempre me conduziram
Nasce esta homenagem
Pra dizer que tu és minha querida
A mulher que mais amo
Que não esqueço jamais
E guardo no lugar mais especial
Mãezinha, muito obrigado
Por você cuidar de mim
Por você estar aqui, me amar
Se nada houver além disso
Já me basta você do meu lado.
Pra recordar nossos melhores dias
Te embalar em minha melodia
Como você fazia comigo
Mãezinha, com pedaços da sua alegria
E do acalanto da sua voz
Que me ninava macio
Que me ensinava a vida
Que pr'aqui me trazia
Faço esta canção
Com retalhos da magia contida
Nos seus beijos, carinhos, abraços
E do toque suave de suas mãos
Que sempre me conduziram
Nasce esta homenagem
Pra dizer que tu és minha querida
A mulher que mais amo
Que não esqueço jamais
E guardo no lugar mais especial
Mãezinha, muito obrigado
Por você cuidar de mim
Por você estar aqui, me amar
Se nada houver além disso
Já me basta você do meu lado.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
SER MÃE
SER MÃE
(Lári Germano)
Ser mãe
É gerar a esperança
É insuflar em uma criança
O dom maior
Ser mãe
É contar luas e dias
É guardar expectativas
Num futuro em que exista
Amar, querer
Zelar, suster
Ser mãe é dar a essência
A alguém que aí vem
É doar sem querer nada em troca
Sem querer nada além de você
Ser mãe é amar e prover
Não ter não, nem porém
Ser mãe
É dormir e acordar
Com pensamento em amar
E formar um ser
Ser mãe
É torcer sem medida
É vibrar por qualquer conquista
Como se fosse a Copa
Ser mãe
É mover um Moinho
Por apenas um pedacinho
De gente em si
Ser mãe
É criar uma centelha
É mover-se em incertezas
E ainda crer
Ser mãe
É trilhar novos caminhos
É deixar que outro sentido venha
Ser mãe é entregar sua vida
Em lugar de outra vida
(Lári Germano)
(Lári Germano)
Ser mãe
É gerar a esperança
É insuflar em uma criança
O dom maior
Ser mãe
É contar luas e dias
É guardar expectativas
Num futuro em que exista
Amar, querer
Zelar, suster
Ser mãe é dar a essência
A alguém que aí vem
É doar sem querer nada em troca
Sem querer nada além de você
Ser mãe é amar e prover
Não ter não, nem porém
Ser mãe
É dormir e acordar
Com pensamento em amar
E formar um ser
Ser mãe
É torcer sem medida
É vibrar por qualquer conquista
Como se fosse a Copa
Ser mãe
É mover um Moinho
Por apenas um pedacinho
De gente em si
Ser mãe
É criar uma centelha
É mover-se em incertezas
E ainda crer
Ser mãe
É trilhar novos caminhos
É deixar que outro sentido venha
Ser mãe é entregar sua vida
Em lugar de outra vida
(Lári Germano)
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