Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2013

SER MÃE

SER MÃE
(Lári Germano)

Ser mãe
É gerar a esperança
É insuflar em uma criança
O dom maior

Ser mãe
É contar luas e dias
É guardar expectativas
Num futuro em que exista

Amar, querer
Zelar, suster
Ser mãe é dar a essência
A alguém que aí vem

É doar sem querer nada em troca
Sem querer nada além de você
Ser mãe é amar e prover
Não ter não, nem porém

Ser mãe
É dormir e acordar
Com pensamento em amar
E formar um ser

Ser mãe
É torcer sem medida
É vibrar por qualquer conquista
Como se fosse a Copa

Ser mãe
É mover um Moinho
Por apenas um pedacinho
De gente em si

Ser mãe
É criar uma centelha
É mover-se em incertezas
E ainda crer

Ser mãe
É trilhar novos caminhos
É deixar que outro sentido venha
Ser mãe é entregar sua vida
Em lugar de outra vida


(Lári Germano)

sábado, 31 de março de 2012

Segredo

Não dá pra saber a influência
Que a gente tem sobre a vida.
Se a ela só segue sua sina
Ou se é a gente quem dita.
Se há como driblar a tristeza,
É tanto segredo que ninguém
No mundo domina o engenho.
Só tenta, tenta. Gira, gira.
E dá com ela de frente
Numa ou noutra esquina.
Pensa, pensa e não desvenda:
Se a vida é assim mesmo
Ou se existe quem decida
Pra onde rodam os ponteiros.
Pra que lado mora o passado
E o presente onde fica,
Se a cabeça se divide
Entre o que está atrás e não volta
E o que está adiante e não vira.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A vida é maior



A vida é maior. De todas as coisas e sentimentos, lembranças e pessoas, mágoas e pensamentos, dores, lamentos, amores. A vida sobressai. Sucedem-se os dias e as obrigações, as refeições todas e o itinerário da sobrevivência, dos cuidados mínimos diários. Conforme a vida segue, indiferente à nossa disposição de viver, o que fica em torno torna-se detalhe, apenas adornos esquecíveis. Permanecem conosco os motivos, algumas nuances e neblinas, aromas e idéias. Mas nem se sabe ao certo quais. A memória seleciona aleatoriamente os momentos que quer guardar. O mais relevante fica pra trás, as companhias imprescindíveis nos deixam, nossa essência se modifica. Porque a gente quer pensar que o que nos faz vivos é o amor, mas a gente vive porque a vida é maior. E isto é tão simples e animal, que a gente não se conforma. Mas a vida sobreleva-se até ao sentimento mais denso e às dores mais fundas. A gente quer justificar a vida, dar-lhe algum sentido. Mas a vida em si é o objetivo e, continuar, à deriva dos acontecimentos, sem escolha ou parada, é um enigma impossível de se desvendar.

domingo, 30 de maio de 2010

Tanta água

Em tudo, a água. No meu pensamento, no sentimento, no tempo, no corpo, na alma. Preciso da fluidez, da substância, da condução da água. Nos meus poemas e nas minhas falas. Nas relações ou nas finalizações. No trabalho ou na casa. São gotas que pingam aos poucos. Ou correntes que levam tudo. Chuva que soa doce, na fresta da janela larga. Compasso suave de água, que segue cadenciada. Fluindo em córregos, ou reunindo-se em lagos. A água dos argumentos sempre em movimento. A água que é alimento da alma enturvada, esvaída em lágrima. A água que une a alma solitária às outras, mergulhadas no âmbar único de todas as almas. A água que lava o corpo, que revela o fosco, que rebrilha o brio, que preenche o oco. Que molha, refresca e toma. Revela e torna. A água de meus beijos. De meus pesadelos. Dos lagos e poças. Da memória vaga. Do útero. Do citoplasma. A água do agora e do faz tempo. A água que dá cor à Terra. Que está fora e dentro. Que é azul e vida. Enlace entre o que fica e o que vai. Em tudo, a água. Em que se nada e se nasce. A qual se bebe e se chora. A que molha e lava. A que entra e sai. Na umidade da água, a fertilidade. O melhor encaixe. O molde flexível que se adapta. Os peixes coloridos. O barulho da paz.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Indecifrável




A vida segue seu curso contínuo,
Não é miragem.
É milagre que se revela
À medida que inova.
Mesmo quando mantém-se,
Até quando estaca,
A vida vai adiante,
Mesmo parada.
Não devolve os instantes,
Nem as horas inúteis,
Ou a juventude desperdiçada.
A vida é um braço do tempo,
Alcova do que fica.
Quase um fim em si mesmo,
Casa de poesia.
Embebida em virtudes
De indecifráveis mistérios,
É passagem sob a poeira de dúvidas
Estrada que continua e reveza
A mesma aparência assemelhada,
Entre sóis e luas.
Mas sempre é diversa.
E prossegue seu destino
À deriva de cifras
De seu percurso imprevisível.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

6 anos

Gosto de sabê-la
Tão separada, independente
Felizarda por se ter e se dar
Com tanta propriedade
Ela é linda demais
É minha princesa querida
É meu amor, minha vida
Minha companheira e amiga
Devolvendo-se a mim
Naquilo que mais vale
Ela é minha menina
Minha estrela guia
Meu deságüe
De bondade
De magia
De coragem
Minha melhor companhia
Minha melhor parte.