Mostrando postagens com marcador mar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mar. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de junho de 2013

RAREFEITO

Rarefeito
Seu efeito em mim
E os feitos
Do pensar e do sentir
Com moléculas de ar
Entre as veias
E espaços vazios
Entre as letras
Rarefeito
O ar das suas narinas
Nas minhas
Rarefeito
O som dos seus versos
No ar
Rarefeito o mar
Como a neblina
O pensamento por aí
Como o pulsar
Das batidas do seu peito
Nas minhas orelhas
E a melodia do seu pensar
No meu vagar
Rarefeito
Raro
Efeito

Ser, estar.



LÁRI GERMANO

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Noturnidade


Eu odeio violetas, margaridas,camélias, hortensias.
Eu odeio flores nas pessoas. Quando eu morrer, quero estar nua.
Vestir apenas minha pele.
Pelo menos uma vez na vida, autêntica.
Não quero o perfume da vida no meu cadáver.
Quero finalmente a morte, só a morte em mim. Unânime, absoluta.
Não me façam sorrir, não me cubram de qualquer coisa, das suas lágrimas vis, da sua mentira.
Deixem as flores em paz.
Joguem-me ao mar, pelada. Só a água salgada e as ondas honrarão o meu desejo: nadar em pêlo para o fundo, para o que há de mais noturno.
Sem pensar em volta.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Juízo de areia


Será que a paixão tem uma razão de ser
Ou é só um batuque sem porquê
No nosso corpo moco?
Surdo, enquanto não há o som
Do desejo, que é água de mar,
Batendo nas beiradas da gente?
Erodindo tudo aos bocados,
Tornando areia, o juízo,
E pecado o sentido
De estar vivo?