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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bilhete premiado

Eu disse que não escreveria,
Mas não posso.
É demais que eu não te invoque
Ao menos através
Destes versos estáticos.
Tudo na vida, é vontade.
A nossa será bastante
Pra ficarmos distantes
Estando tão ligados?
O que faremos da paixão?
Dar-lhe-emos o condão
De ser nosso pecado
Ou apenas o acaso
Que deságua em nossos braços
O destino premiado?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Juízo de areia


Será que a paixão tem uma razão de ser
Ou é só um batuque sem porquê
No nosso corpo moco?
Surdo, enquanto não há o som
Do desejo, que é água de mar,
Batendo nas beiradas da gente?
Erodindo tudo aos bocados,
Tornando areia, o juízo,
E pecado o sentido
De estar vivo?