terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quero mais muito mais


Quero mais muito mais
Quero tudo
Como é que se faz pra ter paz
Neste mundo
Quero o Himalaia
A Índia
O Hawaii
A Indonésia
A China
Você aqui
E que tudo seja como um sonho
Quero dormir acordada
Sentir a madrugada o dia inteiro correndo nas veias
Vem nimim mundo
Quero tudo e mais um pouco
Vem nimim mundo
Da tua orla, o meu cafofo
E que tudo seja como um sonho
Quero nessa estrada
Sentir a madrugada o dia inteiro correndo nas veias
E se acaso o mundo acabar
Eu disfarço e sigo a andar
Não é à toa que se fez assim
Redondo e sem começo nem fim

Quero mais muito mais
Quero tudo
Como é que se faz pra ter paz
Neste mundo
Quero o Himalaia
A Índia
O Hawaii
A Indonésia
A China
Você aqui
E que tudo seja como um sonho
Quero dormir acordada
Sentir a madrugada o dia inteiro correndo nas veias
Vem nimim mundo
Quero tudo e mais um pouco
Vem nimim mundo
Da tua orla, o meu cafofo
E que tudo seja como um sonho
Quero nessa estrada
Sentir a madrugada o dia inteiro correndo nas veias
E se acaso o mundo acabar
Eu disfarço e sigo a andar
Não é à toa que se fez assim
Redondo e sem começo nem fim

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vazio

Este imenso vazio não é culpa de ninguém, de nada. Existe sozinho, sem interferência ou pedido. Existe... Por si. Só. Uníssono.
Este vazio abismo, oco, surdo. Este vazio... Vem em mim sem mais, sem assunto, e fica. Sente-se em casa, põe os pés no sofá, fuça na geladeira.
Este vazio se beneficia do veículo que me separa do outro a caminho de casa. A caminho...
Se a cidade fosse menor, eu andava, e podia ser que esse vazio se perdesse, enfim.
Esse vazio às vezes enche.

Uma mãe dessas com quem se pode chorar

Eu queria chorar no ombro de alguém agora. Chorar até ficar oca. Eu queria uma mãe dessas com quem a gente pudesse chorar... Mas a dor que eu sinto é também a ausência, o desencaixe, este sentimento inevitável de solidão que só quem não tem com quem chorar, conhece.
Eu fico sentada entre as pessoas, entre desconhecidos, à procura de algum consolo. Mas esta cidade me é tão familiar que nem a multidão me reduz ao mínimo. Sinto como se sempre me soubesse parte dela e como se cada um me acolhesse, até no alheamento.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sunset


O sol cai redondo no meio do mar
O povo sem roupa senta pra assistir
Se junta pra aplaudir
O sunset

A natureza assobia
Um axé da Bahia
Em volta, alegria
Não importa o que haja

Vem correr na brisa
Moçada boa
Cantarolar ao vento
Ser lilás

Ser lilás
Ser lilás
Ser lilás
Pra quê mais

O escuro anuncia
O brilho da lua
Maré se recolhe
A noite se faz

Luz do seu olho
É a que me ilumina
E a maresia sopra em
Lilás

Bem lilás
Bem lilás
Bem lilás
Cor de paz