ê mundão véio!
eita vida besta, meu Deus!
tanta gente que vem, vai, canta
tanta gente que dança, que cai
eita mundão besta
vida tensa, intensa
em trilho que vem e vai
gente que entra e sai
lembrança que alimenta o pensamento
bem querer, mal querer
coração de Che Guevara
conspiração do viver/morrer
mundo véio de guerra
cheiro de terra
vento de outras eras
tempos de não ser
eita mundão, me deixa
numa brisa qualquer, perene
com cheiro de erva
cor de entardecer.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Vértice
O sol me salva, sua luz, seu calor. Posso ficar aqui estirada horas e horas. Sol de junho, ainda melhor. O sal me lava. E carrega minhas preces, e abençoa as dádivas que permanecem. A brisa me purifica, venta dos meus ouvidos os pensamentos ruins, o pessimismo. E a solidão me engrandece, o silêncio enaltece o valor das palavras e o brilho de cada ser que se aproxima. As poucas palavras ditas no recolhimento são qual tesouro e, por tão valiosas, requerem o cuidado de um artesão moldando sua obra. Pequenos e preciosos contatos, fotografados pro infinito. Só nas agruras do silêncio, o vértice com o outro é tão bonito.
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