tudo era amor naquele momento e desde o primeiro momento porque a alma reconheceu-se e a alma não tem traços fixos mas contornos indefinidos flexíveis e o amor tem nomes variados muitos nomes e faces e se entristece quando sob pseudônimos vem e vai sem ser notado mas naquele dia e nos subseqüentes a mulher já sabia que a doçura contida em pequenos gestos e entre as ondas de pensamentos e sentimentos enredados em harmonia afinidade e companhia e entre dedos que se tocavam com calor e carinho o que se revelava era tão somente AMOR mas tinha o nome de ternura de doçura de laço cármico o amor naquele caso podia chamar-se amizade mas quis ser mais e foi e voou pra mais longe como um pássaro preto à beira do Amazonas e seu piado no silêncio um som mágico a alastrar-se por dentro das almas e a apertá-los com um laço indelével e perpétuo um laço trágico e eterno porque naquele caso o amor tinha tantos nomes e não se iria com o tempo nem com nada nele havia imagem canto poesia havia uma cena de filme compartilhada e o encontro inebriante de um passado contido pra sempre naquele pássaro que quase o atropelou mas depois veio alojar-se nos cabelos dela de onde ele respirou extasiado o reencontro consigo mesmo à margem do próprio espírito no dela unido num instante mágico
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 9 de maio de 2010
Banho de espuma
Quero sentir um amor desses que fazem o ser evoluir... A tranqüilidade de um sentimento íntegro, total, permanente... Quero sentir conforto, alegria, bem estar. Apenas curtir, aproveitar, sem aquela insegurança constante pendendo sobre a cabeça, apertando a glote, como uma corda ao redor do pescoço. Ficar ao lado de alguém sem ter que falar. Mas também sem ser obrigada a reter as palavras por medo de represálias ou discórdia. A coisa da alma gêmea, bem sei que não existe. Mas existe a afinidade, aquela imprescindibilidade rara de um ser humano para o outro. Há isso nas amizades, não sempre, é claro. E na família, também - não com todos, infelizmente. Então há de haver a afinidade, a paz, também no amor. Eu quero mais que a paixão. Quero a calmaria da união contínua, até a rotina. Quero o desencadear dos acontecimentos pequenos que tornam a vida tão magnífica. Uma vez me disseram: “é pelas coisas simples que nos apaixonamos!” -, sim, é claro que é. São as mínimas coisas que nos impressionam. Não as grandes... As grandes, nem nos lembramos. Afinal, o que é grande mesmo? O impacto da vida está nos detalhes, no dia-a-dia, na esperança de se poder contar com alguém por toda uma vida. Mesmo que seja só uma doce esperança. Mesmo enquanto se vive um “acontecimento”, caberá na memória só a singularidade, o sorriso, o calor de um abraço, um gesto peculiar. É isso o que eu quero encontrar. A amizade, que é eterna, num amor pleno e meigo, suave e inteiro, como um banho de espuma.
Assinar:
Postagens (Atom)
