Mostrando postagens com marcador presente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de maio de 2012

Este ciúme

Um filme de terror, uma nuvem cheia de chuva
Os pensamentos em redor plainando - escuros, terríveis
Seu olhar se derramando em volta, por tudo
E você me escapando, como o tempo na ampulheta de vidro
Ergo as mãos pra cobrir o rosto, de dor envelhecido
E meu peito batuca, maltratado, sem vida
Arremesso pro ar verdades invencíveis
Deixando fora da porta, a felicidade que vinha
Que dançava, rodopiava nos cômodos vazios
Bendita a hora em que se quis ver o que a caixa continha
Rasgar o papel, desembrulhar a surpresa, encarar o presente
Todo aquele enfeite bonito e bom de ver, ao lixo!
E o que se queria - nunca aquilo. Sempre uma coisa mais bonita.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lágrimas de plástico


Não limite meu espaço
Não me venha com seus traços
Eu passo a borracha
Sou forte como uma rocha
Que a força do tempo erodiu
O mar debruça sobre mim
E a luz das estrelas me atravessa
Porque, apesar de feita de pedra
Por meus poros largos, perspassa o presente
Alcança o futuro
E lá é que está o momento
Em que tudo fará sentido
Minhas lágrimas são de plástico
Recicláveis e indolores
Querendo, jogo-as no vento
E  poderá usá-las um pouco
Sem arriscar-se à dor
Sem desperdiçar sal
Ou escolhas