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segunda-feira, 26 de abril de 2010

A criança, o pai, o adulto

Tão difícil entender o que se passa...
Como se estraga quase tudo
Numa fala ou num gesto?
O que há de errado?
Como manter o equilíbrio
Quando a questão é inconsciente
E se perde o domínio de si?
Já que, do outro, é ilusório, passageiro,
Transitório, um piscar de olhos?
Como voltar no tempo
E desconstituir um mal feito?
Restabelecer a harmonia,
O momento perfeito?
Como manter o carinho,
O amor, o entendimento?
Que manifestações surgem com o obscuro?
Por que existem dois em um?
Mais de uma personalidade?
A criança, o pai, o adulto?
Em apenas um ser, tantas idades?
O que há comigo? Conosco?
Será um enrosco, o obscuro...
A obsessão, o absurdo?

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Terceiro Olho



Um terceiro olho, pra ver além das aparências. Um teste pr’um mundo que, cada vez mais, se oculta, sob as vestes, sob as frases, sob a pressa. Mas, e se, com ele, se pudesse adentrar no obscuro? Proteger-se dos falsos sorrisos, do auto-marketing promíscuo? O que seria de nós? O que veríamos? Bocas carcomidas, desdentadas, fartas de chagas, por causa do veneno das palavras, carregadas de mal e inveja? Corpos sofridos, envelhecidos, enegrecidos de fumaça e cachaça? Carcaças ocas, desleixadas, enfraquecidas pela falta de emprego dos músculos e membros? Cérebro diminuído, em tamanho e funções, porque não organiza, não processa, não limpa o que contempla e o que deixa de contemplar? Terceiro olho pra quê? Deixe como está.