
Um terceiro olho, pra ver além das aparências. Um teste pr’um mundo que, cada vez mais, se oculta, sob as vestes, sob as frases, sob a pressa. Mas, e se, com ele, se pudesse adentrar no obscuro? Proteger-se dos falsos sorrisos, do auto-marketing promíscuo? O que seria de nós? O que veríamos? Bocas carcomidas, desdentadas, fartas de chagas, por causa do veneno das palavras, carregadas de mal e inveja? Corpos sofridos, envelhecidos, enegrecidos de fumaça e cachaça? Carcaças ocas, desleixadas, enfraquecidas pela falta de emprego dos músculos e membros? Cérebro diminuído, em tamanho e funções, porque não organiza, não processa, não limpa o que contempla e o que deixa de contemplar? Terceiro olho pra quê? Deixe como está.