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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sentimento imenso


Quero sua companhia,
Saber como foi ontem,
Quando chegou, se dormiu bem
E se, quando acordou,
Sentiu-me por perto -
Porque por perto, eu estava.
Quero saber o que você gosta de comer
E de que forma e hora.
Quero saber se você dorme
De boca aberta ou fechada.
Essa fome de você só aumenta
E eu não me cansaria
Nem se você falasse comigo todo o dia.
Só não sei se o corpo agüenta
Paixão assim tão intensa,
Estou em brasas!
Meu corpo inteiro movimenta e soa
Não sei por onde escoa
Este sentimento.
E, se não sai de mim
Onde, então, estarei eu, tão pequena
Diante dessa emoção imensa?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Permissão



Mãe, por mais que eu te ame
E por ti queira ser amada
Fica mais impossível tornar-me
Ou deixar de ser, ou aprimorar-me
De maneira que me aprove
Sei que és minha mãe e não é fácil
Admitir uma filha escrava
Da liberdade de sentir e cujas vontades
Trocam como troca o tempo 
 Explico que comigo, Mãe
A exemplo do artista, é assim:
Ora choro de mágoa por não ter ninguém
Ora rio da cara de quem, a meu lado, está
O que me move é a emoção
E ela só resiste em meio fértil, passível
Do exercício de sentir e respirar
Integralmente todos os ares
Tenho orgulho no sofrer
Como depois em maldizer
Quem me inundou de lágrimas
Mas, no fundo, tudo são  personagens
Figuras queridas ou paisagens
Que inspiram meu ser doce assim
como é: adepto das inverdades
Quando nelas houver emoção
Permissão pra  sentir-me e estar
Impregnada de vida
À liberdade, rendida