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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Bolha de sabão


Uma bolha de sabão
Kraft Kraft
Daquelas gigantes que se inflam com cordas e engolem gente
Era essa a viagem
Pousou na calçada, desfazendo-se
A água era quase nada
E o sabão apenas o brilho azul na lembrança
Sua passagem, um devaneio
Veículo de estrutura leve
Pr’aqueles sonhos mais breves de se realizar
E a moça sem dentes
Kraft Kraft
Não tinha cabelos, nem mangas
E sorria com as mãos enquanto movia as cores da bolha no ar
Só uma criança banguela
A moldar um círculo que evapora
Enquanto sorri
Pluft 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Horas doces

Horas doces são poesias não escritas.
Versos de se contemplar quieto.
Sem a mancha do concreto, sem a expectativa.
Horas doces são um objeto raro que se deteriora por mais que a gente proteja.
Um momento isolado, que enseja a memória mais cara.
Aquela guardada com uma dádiva, um presente.
A que será lembrada pra sempre e, com sorte, na última hora.