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domingo, 18 de dezembro de 2011

Quizumba

Essas palavras de óchente que ocê diz, ó nega
No aceite do meu bem
Me atentam

Essa quizumba que ocê carrega, ó nega
Ginga por dentro
Apimenta o meu querer

Essas trança que ocê amarra nos cabelo
Ó nega
São meu tormento

Óchente a vida que enfrento
Pra te ter por perto

Em ti eu me aperto
E espremo em concreto
Esse seu não sei quê, que me interte

Ó nega, deixo aqui em verso
O teu beijo 

Vem pegar

domingo, 19 de julho de 2009

A boca



Meu forte é a boca,
É o beijo,
É a língua,
Quente e cheia,
Derretida,
Percorrendo.
Meu forte é a boca,
É o beijo,
É o paladar,
É a vontade de morder
E sugar e espremer
E deslizar pelas omoplatas,
Deliciada.
Meu forte é o beijo,
É o desejo, e as mãos
Percorrendo os cabelos.
Meu forte é a boca,
O molhado da língua,
O calor das papilas.
Meu desejo é o beijo,
É o carinho mais denso,
Mais suave e tenro,
Mais entregue,
Alimento.
Bom é beijar
E comer e dizer
E sentir água,
Da boca escorrer,
Só de pensar
Só em querer.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Corpos nus.

O sol, redondo, amarelo,
a areia quente:
espelho hediondamente esparso
chão de presente
para corpos expostos
e ao relento grudados
como pra sempre.
Do azul com o amarelo, o verde.
Do suor com o beijo, sede.
É paixão de cores quentes
em cenários diferentes,
separados, congruentes...
Céu mar, bocas, rostos.
Elos de natureza e gente.
Sorrisos soam crescentes
conforme crescem as correntes
marítimas, rítmicas,
inebriantes maravilhas,
movimentos, sons,
sincronia fervente
como encruzilhadas de rotas,
como deságue de rios,
explosão, nascimento, cio...
Como êxtase...