No cruzamento
Entre as margens
As paragens
As ternuras
As imagens
Do passado
Da esperança
Daquele filme sem palavras
Gosto dos faróis na madrugada
Das pessoas cinzas
Na foto em preto e branco
Lá vem as estrelas
Iluminar paisagem
Noite iluminada
É o presente mais doce
Ainda que as manhãs venham mornas sob nossas pernas.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
o que é poesia
poesia é a arte de cantar sem nenhuma nota
a arte de dizer tudo na abstração
a arte de legar o nada à deriva das rimas
a arte de sentir sem sentido algum
poesia é maneira de pensar o mundo
maneira de fugir de tudo
pegar carona numa brisa, num furacão
poesia é o caminho oculto
pro outro lado - o absurdo
lugar que não decide se existe, ou não.
a arte de dizer tudo na abstração
a arte de legar o nada à deriva das rimas
a arte de sentir sem sentido algum
poesia é maneira de pensar o mundo
maneira de fugir de tudo
pegar carona numa brisa, num furacão
poesia é o caminho oculto
pro outro lado - o absurdo
lugar que não decide se existe, ou não.
Romance ao lixo
Não tem jeito
Aquele texto imenso
Cheio de nuances e ousadia
Aquele texto feito
De confissão, história e mentira
Aquele texto com tamanho de romance
E nenhuma cara de livro
Vai pro lixo
Não passou de um treino
Um punhado de rabisco
Até serviu pra muita coisa
Até foi muito mais lido
Do que realmente merecia
Mas agora não foge do destino
O desaparecimento amigo
De toda obra sem esteio
Arremate ou política.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Da prisão
As jaulas são feitas pra feras selvagens que mordem mastigam engolem
As jaulas são cercadas de frestas de ferro de onde se vê o externo em fatias
O completo o horizonte o infinito o hemisfério moram do lado de fora da prisão
O habitat o meio o lar o mar o verão o riacho a colina moram do lado de fora da prisão
E o animal espreita com a face cravada nas barras em riste e com o canto dos olhos assiste
A vida que passa enquanto na jaula - objeto de compactar almas - ele sobrevive
Do lado de dentro da prisão.
As jaulas são cercadas de frestas de ferro de onde se vê o externo em fatias
O completo o horizonte o infinito o hemisfério moram do lado de fora da prisão
O habitat o meio o lar o mar o verão o riacho a colina moram do lado de fora da prisão
E o animal espreita com a face cravada nas barras em riste e com o canto dos olhos assiste
A vida que passa enquanto na jaula - objeto de compactar almas - ele sobrevive
Do lado de dentro da prisão.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Lua morena
Lua
Vem brilhar
Candeia do ar
Lustre de Iemanjá
Sobre o mar
No veludo do firmamento
Entre estrelas, sonhos, tormentos
A noite é seu reino
Lua morena
Seu lugar
Entre estrelas brilhar
O luar
Luz de as mãos dar
De os beijos regar
Lua morena
Lua, lua, luá
Lua beleza
Daqui debaixo te olhar
Lua morena que eu vejo embaçar
Sem contornos ao menos
Ó luá
Meu desejo
Em Ti pendurar
Meia-volta
Volta e meia
Embalar
Lua morena
Lua, lua, luá
Lua serena
Lua, lua, luá
Lua do firmamento
Vem luar, luar.
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