domingo, 27 de janeiro de 2013

Ai ai, escrever


Ai ai escrever
Trabalhar doer
Vai lágrima
Alma que sai
Respira
O infinito around
E o quê mais?
Você quer ficar
Deixar
Sumir
Mas quê?
Voar
Sentir
Ser
O infinito e tudo o mais
O dia
A noite
A praia
A vida
Música que roda e gira
Molda suas ondas no ar
-Sem gíria, s'il vous plaît-
Não por nada
Palavras eruditas
Também tem seu lugar
E a ópera?
Uma ponte antiga
Trilha trilha...
Folhas amarelas pelo chão
Mira
Quem sou eu?
Pra que sou?
Pensa
Torce
Fixa:
Ai ai
Sina.

Um comentário:

  1. CHE GUEVARA

    O látego do carrasco
    Deixou a mostra as veias abertas
    De uma América sem líderes,
    Cheia de ditadores patéticos
    E de déspotas obtusos,
    Promíscuos em suas salas de mármore.

    Há os que iludem com discursos
    E os que mentem sem palavras –
    Apoderam-se de mecanismos de tortura
    Para espalhar o pânico e o terror.

    A América se ergue com a sua mão direita
    Que, ensangüentada, deixa-se extinguir,
    Cambaleante cai sobre a perna esquerda,
    Em repetidos golpes...

    O guerrilheiro está morto!
    Seu idealismo se tornou sonho,
    O sonho transcreveu sua lenda,
    A lenda transformou-se em eternidade.

    A América de Guevara se perpetua,
    Em sua eterna busca
    Pelos verdadeiros líderes,
    Por sua total e plena liberdade.


    *Agamenon Troyan (poeta brasileiro), autor do livro O ANJO E A TEMPESTADE

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